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Novamente Geografando

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Mortalidade infantil: Portugal ocupa 10ª melhor posição a nível mundial

Mäyjo, 06.10.15

mortalidade-oms

No grupo dos 22 países que integram a Europa Ocidental, Portugal é o que apresenta a melhor evolução no que se refere à redução da mortalidade infantil. E foi o que registou a maior redução média anual entre 1990 e 2013. Hoje, o país ocupa a sexta posição do ranking dos melhores classificados da região, à frente de países como a Bélgica, Dinamarca, Áustria, França Alemanha ou Holanda, revela o maior estudo alguma vez realizado sobre o tema, cujos resultados foram publicados há dias no Lancet. Já a nível global, Portugal ocupa a 10ª melhor posição no que se refere à taxa de mortalidade de crianças com menos de cinco anos de idade, entre os 188 países que subscreveram, em Setembro de 2000, os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).

O estudo, financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates e que envolveu centenas de investigadores de todo o mundo, apresenta alguns resultados que surpreendem, também, pela negativa. É o caso do Reino Unido (RU), normalmente apresentado como “exemplo a seguir” e que tem aquele que é considerado por muitos como o melhor serviço nacional de saúde do mundo. Pois bem, pese a fama, a verdade é que regista uma das mais elevadas taxas de mortalidade de crianças com menos de cinco anos de idade da Europa Ocidental, só ultrapassada pela registada em Malta.

De salientar que entre 2003 e 2013, apenas oito países viram aumentadas as suas taxas de mortalidade infantil, entre os quais, os Estados Unidos da América, que a par com o Canadá e o Reino Unido, dificilmente irão cumprir a meta de 4,4% fixada nos ODM, para 2015. 

Reino Unido: a desilusão europeia…
Os resultados do novo estudo coordenado pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) da Universidade de Washington, oferecem uma nova imagem global dos progressos registados ao nível da redução da mortalidade infantil, alguns surpreendentes. É o que acontece com o Reino Unido, que não obstante apresentar em termos de padrão global, taxas de mortalidade infantil bastante baixas, no contexto da Europa Ocidental, o país apresenta taxas de mortalidade infantil superiores às registadas em todos os demais 22 países da região, à excepção de Malta, o pior classificado. A taxa de mortalidade em crianças com menos de cinco anos de idade é, no Reino Unido, de 4,9 mortes por mil nascimentos, mais do dobro da registada na Islândia (2,4/1000), o país com a mais baixa taxa de mortalidade naquela faixa etária. Neste parâmetro, Portugal regista 3,5 mortes por mil nascimentos, ocupando o sexto lugar no ranking dos países com melhores resultados.

A média dos 22 países que integram a região é de 3,9 mortes por 1000 nascimentos.

Outro dado perturbador é o que informa que em 2013, morreram no Reino Unido 3800 crianças com menos de cinco anos de idade, o valor mais elevado, em termos absolutos, registado na região.

No que se refere às taxas de mortalidade nos diferentes escalões etários pediátricos os resultados mostram, uma vez mais, que o Reino Unido apresenta um dos piores cenários regionais no que toca à mortalidade neonatal (0 a seis dias), pós-neonatal (28 a 364 dias) e o pior resultado de entre todos os países da região no que se refere ao número de óbitos em crianças com entre 1 e 4 anos de idade.

A taxa de mortalidade infantil no escalão “menos de cinco anos de idade” do Reino Unido, é comparável com a de países como a Sérvia e a Polónia.

Já quando se comparam os dados britânicos com os registados no resto do mundo, é de assinalar que os mesmos são piores do que os encontrados na Austrália, Israel, Japão, Singapura ou na Coreia do Sul.

Ainda assim, não tão maus como os de países como o Canadá (5,4/1000) ou os Estados Unidos da América (6,6/1000). Aliás, importa salientar que à excepção de Malta e da Grécia (e aqui, apenas no que toca à mortalidade entre os 7 e os 28 dias), todos os países da Europa Ocidental apresentam, em todas as faixas etárias, melhores resultados do que os registados nos EUA e no Canadá.

“Ficámos surpreendidos com os resultados uma vez que o Reino Unido protagonizou enormes avanços ao nível da Saúde Pública ao longo dos anos”, comentou Christopher Murray, director do IHME e principal autor do estudo. “As taxas de mortalidade infantil mais elevadas do que era esperado registadas no Reino Unido, lembram-nos a todos de que não obstante assistirmos a uma redução global da mortalidade infantil, os países devem examinar o que estão a fazer para garantir que mais crianças cheguem à idade adulta”.

Globalmente, as taxas de mortalidade têm registado um declínio constante desde 1990, com uma taxa mais acentuada de declínio em muitos países sob observação desde que foram estabelecidos os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), em 2000. No Reino Unido, não obstante o número de mortes de crianças por mil nascimentos ter diminuído de uma forma geral entre 1990 e 2013, a verdade é que esse declínio abrandou para metade entre 2000 e 2013 do que o registado entre 1990 e 2000.

“Estes números mostram o impacto significativo para a saúde que as crianças representam no Reino Unido, quando comparado com o registado noutros países vizinhos europeus. As razões para este facto aparentam ser complexas, mas certamente incluem uma má organização dos serviços de saúde pediátricos do Reino Unido. Até que os nossos políticos comecem a encarar de forma mais séria a saúde infantil – a saúde da próxima geração de cidadãos britânicos – recém-nascidos e crianças mais velhas continuarão a sofrer e a morrer desnecessariamente,” defendeu, a propósito do estudo, Richard Horton, Editor-chefe do The Lancet.

Considerando a Europa no seu todo, os piores índices de mortalidade infantil registam-se em países da Europa Central (6,7 mortes por mil nascimentos) e da Europa de Leste (9,7 mortes por mil nascimentos).

Melhorias, ainda longe dos objectivos dos ODM
Os resultados agora conhecidos integram um estudo patrocinado pela Fundação Bill & Melinda Gates, realizado à escala global, regional e nacional, que avaliou a mortalidade infantil, em diferentes escalões etários, entre 1990 e 2013.

De entre os resultados obtidos, destaca-se, pela negativa, o facto de, não obstante 137 países terem registado reduções mais significativas da mortalidade infantil entre 2003 e 2013 do que entre 1990 e 2003, a verdade é que apenas 40 cumpriram a meta nº 4 dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, estabelecidos em 2000, que estipula uma redução, em dois terços, da mortalidade nesse escalão etário, algo só possível com reduções anuais de 5,5% ao ano em ambos os intervalos temporais.

De 1990 a 2013, a Albânia, Bósnia, Estónia, Lituânia, Letónia, Polónia, Roménia, Roménia, Rússia e Bielorrússia, ultrapassaram as metas propostas pela OMS, com decréscimos superiores a 5,5%/ano. Na Europa Ocidental, Portugal foi o único país que cumpriu a meta.

Entre 2003 e 2013, apenas oito países viram aumentadas as suas taxas de mortalidade infantil. Foram eles o Afeganistão, El Salvador, Guiné-Bissau (que apresenta o pior perfil mundial, com 152,5 mortes por mil nascimentos), Grécia, Seicheles, Sudão do Sul e… Estados Unidos da América.

No estudo, estima-se que em 2003, tenham morrido 6,3 milhões de crianças com menos de 5 anos de idade. Um número desesperante, mas ainda assim muito inferior ao que se registava em 1970 quando o número de mortes atingia 17.6 milhões de crianças.

Em 2013, a mortalidade neonatal representava 41,5% das mortes de crianças com menos de 5 anos de idade. Em 1990, esse peso era de 37.4%.

Em 2013, 26 países foram responsáveis por 80% do total de mortes registadas em todo o mundo: Afeganistão, Angola, Bangladesh, Brasil, Burkina Faso, Camarões, Chade, China, Costa do Marfim, República democrática do Congo, Etiópia, Gana, India, Indonésia, Quénia, Malawi, Mali, Moçambique, Níger, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Somália, Sudão, Tanzânia e Uganda.

Apenas nove países foram responsáveis por dois terços da redução global de 3,1 milhões de mortes de crianças em 2013, relativamente a 2000: India, China, Etiópia, Bangladesh, Indonésia, Paquistão, Brasil, Afeganistão e Nigéria.

Com base nos índices de redução registados entre 1990 e 2013, os investigadores estimam que apenas 27 dos 138 países em vias de desenvolvimento deverão atingir a meta número 4 dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, de redução, em dois terços, da mortalidade infantil entre 1990 e 2015. São eles: Arménia, Bahrain, Bangladesh, Benin, Butão, Brasil, Burma, China, Egipto, El Salvador, Federação de Estados da Micronésia, Irão, Líbano, Libéria, Líbia, Maldivas, Nepal, Nicarágua, Oman, Peru, Arábia Saudita, Sri Lanka, Tailândia, Timor-Leste, Tunísia, Turquia e Emirados Árabes Unidos.

De acordo com os investigadores, que suportam a sua análise no seu estudo e em estudos anteriores, a maioria dos 188 países signatários da Declaração de Objectivos do Milénio não conseguirá atingir a meta relativa à mortalidade infantil no prazo previsto (2015). De acordo com projecções realizadas no âmbito do estudo, em 2030 nove países (República Central Africana, Chade, República Democrática do Congo, Guiné-Bissau, Lesoto, Mali, Nigéria, Serra Leoa e Somália) manterão taxas de mortalidade superiores a 70 mortes por mil nascimentos, sendo que em dois deles, a Guiné-Bissau e o Chade, essa taxa será superior a 100 mortes/1000.

 

Referência:

Global, regional, and national levels of neonatal, infant, and under-5 mortality during 1990—2013: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2013.
The Lancet, Early Online Publication, 2 May 2014; doi:10.1016/S0140-6736(14)60497-9

Taxa de mortalidade infantil na Europa

Mäyjo, 15.09.15

 Que países têm mais e menos crianças que morrem com menos de um ano de idade, por 1.000 nascimentos?
 
UE28
2013
 
(sem valores)
Portugal
2013
2,9
UE28
1960
 
(sem valores)
Portugal
1960
77,5
Fontes/Entidades: Eurostat | NU | Institutos Nacionais de Estatística, PORDATA
 
 Taxa - ‰
  
Grupos/Países
Taxa de mortalidade infantil
Anos Mais anos aqui
1960
2013
  
   
União Europeia (28 Países)x-
   Alemanha33,83,3
   Áustria37,53,1
   Bélgica31,43,5
   Bulgária45,17,3
   Chiprex1,6
   Croácia70,44,1
   Dinamarca21,53,5
   Eslováquia28,6-
   Eslovénia35,12,9
   Espanha35,42,7
   Estónia31,12,1
   Finlândia21,01,8
   França27,73,6
   Grécia40,13,7
   Hungria47,65,0
   Irlanda29,33,5
   Itália43,92,9
   Letónia27,04,4
   Lituânia38,03,7
   Luxemburgo31,53,9
   Malta38,36,7
   Países Baixos16,5-
   Polónia56,14,6
   Portugal77,52,9
   Reino Unido22,53,8
   República Checa20,02,5
   Roménia75,79,2
   Suécia16,62,7
Islândia13,01,8
Noruega16,02,4
Suíça21,1-

 

Fontes/Entidades: Eurostat | NU | Institutos Nacionais de Estatística, PORDATA
Última actualização: 2015-08-19

Taxa de mortalidade infantil em Portugal desce 76% em 25 anos

Mäyjo, 10.09.15

A taxa de mortalidade infantil em Portugal continua a ser das mais baixas do mundo, segundo um relatório da UNICEF divulgado ontem, o qual refere que este indicador melhorou em 76% nos últimos 25 anos.

O documento enviado à agência Lusa, com o título `Levels and Trends in Child Mortality Report 2015` (Níveis e Tendências na Mortalidade Infantil 2015), adianta que o país passou de uma taxa de 15 crianças mortas antes dos cinco anos por mil habitantes, em 1990, para quatro crianças mortas, em 2015, o que situa Portugal entre os melhores ao nível deste indicador.

Portugal integra um grupo de 14 países que apresenta o terceiro melhor indicador de taxa de mortalidade abaixo dos cinco anos, juntamente com a França, Alemanha, Holanda ou Espanha.

Nos últimos 25 anos, a taxa de mortalidade infantil reduziu-se em 76%, com uma média anual de redução de 5,6%.

A lista é liderada pelo Luxemburgo, Islândia e Finlândia, com uma taxa de mortalidade de duas crianças mortas antes dos cinco anos por mil habitantes. Em segundo lugar estão outros sete países com uma taxa de mortalidade de três crianças mortas antes dos cinco anos por mil habitantes, como é o caso de Noruega, Suécia, República Checa ou Eslovénia.

Em termos globais, a taxa de mortalidade infantil no mundo desceu para metade em 25 anos, segundo o documento, que indica que o número de mortes de menores de cinco anos diminuiu de 12,7 milhões, em 1990, para 5,9 milhões, em 2015, o primeiro ano em que o total se irá situar abaixo do patamar dos seis milhões.

As novas estimativas que constam do relatório publicado pela UNICEF, a Organização Mundial de Saúde, o Grupo do Banco Mundial e a Divisão de População da UNDESA, indicam que "apesar de os progressos globais terem sido substanciais, continua a registar-se por dia a morte de 16.000 crianças menores de cinco anos".

O relatório adianta que a descida de 53% na mortalidade dos menores de cinco anos entre 1990 e 2015 não é suficiente para cumprir o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio para uma redução em dois terços, como estava programado.

 

 

Taxa de mortalidade infantil no mundo baixou para metade em 25 anos

Mäyjo, 09.09.15

  

As taxas de mortalidade infantil no mundo desceram para metade em 25 anos mas a meta global do Objetivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM) ficou muito aquém de ser cumprida, refere um relatório da UNICEF hoje divulgado.

O documento enviado à agência Lusa indica que o número de mortes de menores de cinco anos diminuiu de 12,7 milhões, em 1990, para 5,9 milhões, em 2015, o primeiro ano em que o total se irá situar abaixo do patamar dos seis milhões.

As novas estimativas que constam do relatório `Levels and Trends in Child Mortality Report 2015` (Níveis e Tendências na Mortalidade Infantil 2015) publicado pela UNICEF, a Organização Mundial de Saúde, o Grupo do Banco Mundial e a Divisão de População da UNDESA, indicam que "apesar de os progressos globais terem sido substanciais, continua a registar-se por dia a morte de 16.000 crianças menores de cinco anos".

O relatório adianta que a descida de 53% na mortalidade dos menores de cinco anos entre 1990 e 2015 não é suficiente para cumprir o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio para uma redução em dois terços, como estava programado.

"Temos de reconhecer que houve um progresso global enorme, em especial desde 2000, quando muitos países triplicaram a taxa de redução da mortalidade de menores de cinco anos", afirmou o adjunto do diretor-executivo da UNICEF, Geeta Rao Gupta, sobre o estudo.

No entanto, Geeta Rao Gupta considera que existe ainda um "número demasiado grande de crianças que continuam a morrer por causas evitáveis antes de completarem cinco anos de idade".

O relatório refere que o maior desafio continua a ser aquele que se situa no período do nascimento ou em torno dele, sendo que 45% do conjunto das mortes de menores de cinco anos ocorrem no período neonatal -- os primeiros 28 dias de vida.

O nascimento prematuro, a pneumonia, as complicações durante o trabalho de parto e o parto, a diarreia, a septicemia e a malária são as principais causas de crianças com menos de cinco anos. Perto de metade de todas as mortes de menores de cinco anos estão associadas à subnutrição.

O relatório sublinha que a oportunidade de uma criança sobreviver "é ainda vastamente díspar consoante o lugar onde ela nasce", sendo que a África subsariana tem a mais elevada taxa de mortalidade de menores de cinco anos no mundo com uma em cada 12 crianças a morrer antes de completar os cinco anos de vida.

Entre 2000 e 2015, a região acelerou globalmente a sua taxa anual de redução da mortalidade de menores de cinco anos para cerca de duas vezes e meia aquela que existia entre 1990 e 2000. Apesar de disporem de baixos rendimentos, Eritreia, Etiópia, Libéria, Madagáscar, Maláui, Moçambique, Níger, Ruanda, Uganda, e Tanzânia cumpriram a meta do ODM.

Aproximadamente um terço dos países do mundo -- 62 ao todo -- conseguiu de facto cumprir a meta ODM de reduzir em dois terços a mortalidade de menores de cinco anos, enquanto outros 74 reduziram as suas taxas em pelo menos metade.

O mundo no seu todo tem vindo a acelerar os progressos na redução da mortalidade de menores de cinco anos -- a sua taxa anual de redução aumentou de 1.8% entre 1990 e 2000 para 3.9% entre 2000 e 2015.

 

Angola em 2.º lugar na mortalidade infantil

Mäyjo, 20.02.14
Dados divulgados no último relatório da UNICEF, referentes a 2012, apontam Angola como o segundo país com maior taxa de mortalidade infantil. As doenças tropicais, com destaque para a malária, constituem as principais causas da morte de crianças no país.
A seguir à Serra Leoa, Angola ocupa o segundo posto na lista de países, a nível mundial, com a maior taxa de mortalidade infantil no ano de 2012. Os dados são do mais recente relatório da UNICEF, 'A Situação Mundial da Infância em Números 2014', lançado no âmbito do 25.º aniversário da adopção da Convenção sobre os Direitos da Criança.

O mesmo documento refere que em 2012 cerca de 6,6 milhões de crianças com menos de cinco anos morreram, a maior parte de causas evitáveis. As estatísticas, que apresentam os pontos críticos de menores em situação de risco no mundo, revelam que, em 2012, ao nível da região oriental e meridional do continente africano, em cada 1.000 bebés nascidos vivos, 77 morreram antes de completarem cinco anos. De acordo com o relatório, durante o período em análise, na mesma região, morreram cerca de 1.2 milhão de crianças menores de cinco anos.

Carlos Alberto Masseca, secretario de Estado da Saúde, aquando da abertura das últimas Jornadas Científicas sobre Doenças Tropicais e Grandes Endemias, referiu que as doenças tropicais constituem as principais causas de morte em Angola.

O responsável, na altura, avançou que os Estados têm encontrado dificuldades em controlar este tipo de doenças - e apontou que só combatendo o conjunto de doenças tropicais que afectam fundamentalmente crianças e mulheres, será possível reduzir a mortalidade materna e infantil no país.

 

 

Falta de cuidados básicos agrava a situação

Elizabeth Mason, directora do departamento de saúde da Organização Mundial da Saúde, em declarações à Voz da América, considerou que as altas taxas de mortalidade materno infantil podem ser reduzidas.

Para a responsável, os primeiros dias de vida da criança são os mais críticos para a sua sobrevivência, pelo que a sua saúde vai depender directamente dos cuidados que a mãe receber durante a gravidez - e, mais importante ainda, o tratamento que o bebé vai receber durante o parto e nas primeiras horas de vida.

A lista das doenças responsáveis pela elevada taxa da mortalidade infantil no mundo vai além da malária: destacam-se os partos prematuros e casos de asfixia durante o parto, diarreia e também a subnutrição, fez saber Elizabeth Mason.

A redução da mortalidade infantil afigura-se como um dos Oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Koen Varnomelingem, representante da UNICEF em Angola, em declarações ao Jornal de Angola, explicou que a sua organização tem vindo a desenvolver programas com vista a melhorar os resultados no campo da subnutrição - um mal que tem grande influência nas taxas de mortalidade infantil em Angola.

Por outro lado, para diminuir a incidência da malária, o Programa Nacional de Controle da Malária está a implementar um programa de distribuição de mosquiteiros ao nível do país.

A responsável do departamento de saúde da OMS, entretanto, considera necessários outros cuidados como a implementação de soluções que defende serem de baixo custo, como injecções aplicadas às mães antes do nascimento e os cuidados que têm que ver com a colocação dos bebés numa bolsa mas permanecendo em contacto com o peito da mãe, permitindo que a criança se mantenha aquecida e com acesso ao leite materno.

 

in:sol.sapo.pt/